10.1.14

LA MIA CASA È LA TUA CASA




















POP RØ @ La Mia Casa È La Tua Casa
Gastronomia, Performance Art, Cultura Pop, Cinema de Autor, Música Ambiente & outras perguntas retóricas.


Quatro sessões de trabalho, em ambiente caseiro, onde pensaremos o Mundo através da comida que preparamos, servimos e comemos em colectivo. Um workshop de Cozinha Conceptual™ (receitas que são ideias, ou então ideias que ao serem partilhadas se tornam mais fáceis de digerir), mas também uma tertúlia-delicatessen, uma mesa redonda (ou rectangular, conforme as arestas do espaço hospedeiro), uma dinner-party ao domicílio e um pop-up restaurant sensual e absoluto. POP RØ será, assim, um laboratório de experiências gastro-performativas capaz de nos pôr a mastigar temas contrastantes da contemporaneidade (artística e não só), mas também a ensaiar novas texturas na maneira como nos relacionamos à volta da comida, a inventar novos sabores (pela mistura inusitada de sistemas de pensamento divergentes), e a degustar novas formas de entender ingredientes que, embora estranhos, fazem parte da mesma roda alimentar: criação, autoria, estilo, processo, conceito, forma, método, desconstrução, remistura, receita, performance, estética, relação, (auto)biografia, recriação, personalização, ficção, autenticidade, criatividade, originalidade, história, entre outros condimentos altermodernos.

A divisão das 4 sessões seguirá a estruturação delineada pelo chef catalão Ferran Adrià, que reconhece 4 níveis de criatividade na prática gastronómica [in “At Day At El Bulli”, Phaidon]:

Nível 1 — Seguir a receita
[By The Book, 21 de Fevereiro]

Nível 2 — Adicionar à receita o “toque pessoal”
[Everything Is Fusion!, 1 de Março]

Nível 3 — Inventar uma receita nova
[Signature Dishes, 7 de Março]

Nível 4 — Inventar uma técnica/método de confecção
(sem receita, mas aplicável a várias possíveis)
[Internet Killed The Kitchen Star, 15 de Março]


Em cada nível/aula, os participantes serão convidados não só a intervir na preparação, confecção, apresentação e degustação dos pratos, mas também a construir, em colectivo, uma dinner party sensual e absoluta! Da parte do chef-alter-ego, esperar-se-á um misto de guru espiritual, cientista de sofá, mestre d’óperas, professor de culinária dramática, animador sócio-gastronómico, apresentador de televisão, artista comunitário e, quando tiver mesmo de ser, cozinheiro! No final, talvez possamos todos responder à pergunta-provocação: se a Gastronomia é uma arte, pode a Arte ser uma gastronomia?


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