22.5.15

CHEF RØ NA GRALHEIRA

DIÁRIO #1
18 de Setembro de 2011
Porto/Viseu/S. Pedro do Sul/Nodar






Notas avulso:


  • Às vezes, é mesmo bom voltar do macro para o micro. No ano em que decido abandonar Lisboa, o primeiro projecto que faço é sobre vacas.
  • Processo criativo: esperar para ver.
  • O exótico é justamente o que está tão perto, mas tão perto de nós, que nem vemos. Miopia selectiva.
  • Ainda nem saí do autocarro e já vi uma placa a anunciar uma aldeia chamada PARAÍSO. Sem querer ser spoiler, posso já adiantar que no final da temporada, e durante uma outra viagem errante pelo complexo montanhoso mais aridamente belo de Portugal, vou avistar uma placa a anunciar uma aldeia chamada ALDEIA.
  • Gostava muito que este blog fosse manuscrito. Fazia todo o sentido, mais ético que estético.
  • Felizmente, a tradição é o que era. Abandonei Lisboa este ano e com ela as "produções fictícias".
  • Aterro em Candal e a primeira coisa que faço é ir à missa. Parece-me lógico. Na igreja, o padre diz que uma videira que não é sulfatada, não dá fruto.
  • Ainda não comecei a cozinhar (ou a ver cozinhar; são sinónimos), e no entanto já tenho uma receita escrita nas alíneas anteriores.